Valderi Queiroz Xavier

POESIAS

  

INTERESSANTE...



Escrito por Valderi Queiroz às 16h17
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EM TEMPO...

CABISBAIXO

Valderi Queiroz Xavier – 09/06/2008

 

Ri ou rio,

De água ou alegria,

Diante o nada,

Em água ou coisa alguma...

 

Descansa o desocupado,

Inocente ou apenado,

Quem sabe o longe traga,

De noite ou de madrugada...

 

A fumaça alheia,

Do cigarro de fumo e palha

A decisão do bom direito,

A quem é torto e desaprumado...

 

Quem sabe dos deuses...

A ira se voltará

Aos revolucionários,

Sem delongas ou atalhos.

 

Cabisbaixo andara por ai,

Revoltado de certo apreço,

Contumaz em invólucro

De vergonha, pois ainda não foi capaz.



Escrito por Valderi Queiroz às 10h14
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MOACY CIRNE - SENSIBILIDADE É A SUA MARCA...

Metaplagiando Milton Ribeiro
PORQUE HOJE É SEGUNDA,
a beleza de
Scarlett Johansson


Imagens extraídas de
E Deus Criou a Mulher


BALAIO PORRETA 1986
n° 2319
Rio, 19 de maio de 2008


As pessoas mais interessantes são os homens que têm futuro
e as mulheres que têm passado.
(Oscar Wilde)

Fonte: http://www.balaiovermelho.blogspot.com/



Escrito por Valderi Queiroz às 08h44
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SEM PODER FALAR OU DITAR O CANTO...

MORDAÇA.

Canto que encanta,

Encanto que desperta o canto...

Mordaça que impede o canto,

Boca que braveja sem canto...

Nem encanto e o verbo arregaça...

Sem cair prende-se mais a mordaça...

E o belo e o encanto se transformam em desgraça.

Valderi Queiroz Xavier - 16/05/2008



Escrito por Valderi Queiroz às 08h46
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É PRECISO SER SOLIDÁRIO SEM ORGULHO...

 

REPOUSA INERTE

Valderi Queiroz Xavier – 12/05/2008

 

Terra que come o verme,

Onde pisou,

Agora repousa inerte,

Sob e não sobre o pó que restou.

 

Tens de prova,

Seu rasto,

Igual a sola de seu pé,

Em que barro sempre pisou...

 

Quem sabe,

Se agora se rende...

Ao chão não virgem,

Onde jaz outros sem furor.

 

Se clama,

A chama,

Que  agora se desfaz...

Ou apagou.



Escrito por Valderi Queiroz às 07h51
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PARABÉNS AS MÃES QUE SÃO E QUE SERÃO...

Dona Dalva e Pietro

Minha Avó Materna Dodó e parentes...

Dona Maria e Dalvinha ( minha mãe e irmã em memória)

Dona Maria - minha mãe

As cajazeiras irmãs de Selma ( da esquerda pra direita:Selma,Lourdes, Socorro, Sônia e Dalvaci)

Selma Maria (Heroina por me suportar)

Viviane e Ana Lis ( nora e neta)

Mitonha(irmã)

Cynthia e Ana Lis ( filha e neta)

Catherine e Ana Lis ( filha e neta)

Ana Camila e Walter ( cunhada e irmão)

Selma e Valderi

Isabella e sua mãe.

Feliz Dia da Mães

 

Desejo a todas as mães do mundo muita paz e alegria que jamais sofram por seus filhos como sofre a mãe de ISABELLA, que o criador em sua misericórdia abençoe todas elas.

Ser mãe é divino e majestoso e cheio de graças de Deus.

Qualquer verbo ou expressão não será capaz de definir o que é ser Mãe.

Neste dia o Pai Celestial ilumine e guardem todas elas dentro de seu coração sob a sua benção.

Desejo em especial a minha esposa Selma Maria, e a minha nora Viviane muita paz e felicidades, e agradeço pelo o amor dedicado a meus filhos e a minha neta e paciência que tem Selma comigo coisa que sei que não é fácil.

Beijos no coração.

Em memória a Maria do Carmo (minha mãe),Dalvinha(mina irmã) e Dalva Cirne (minha sogra)



Escrito por Valderi Queiroz às 09h35
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ATÉ QUANDO?

 

ESQUISITICES.

Valderi Queiroz Xavier – 02/05/2008

 

Quanto mais penso menos falo,

Quanto mais falo é um tormento,

Queria ver se me calo,

Não consigo, eu não agüento.

 

 

Ver tantas maluquices,

Crenças,

Esquisitices,

Que malacafento.

 

Se passo e nada digo,

Ninguém se importará comigo,

Volver-se capaz de tudo,

Burlar o normal, ultrapassando o absurdo.

 

Aonde irei sem rumo...

Se a verdade não floresce,

Se a mentira cresce,

O que será do mundo?

 

Sei que calar não serve,

Falar sem saber o quê,

Mentir pra enganar a isca,

Dar-me-á asco ou prazer?

 

Abrir a porta e entrar em lugar nenhum,

Capaz para endireitar o erro provocante,

De quem nada tem a perder de tudo algum

Sentar – se, esperar acontecer, quem sabe – com esperança de que algo mude.



Escrito por Valderi Queiroz às 10h50
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REPETIR O BELO NÃO É PECADO...

Domingo, 13 de Abril de 2008


Um poema é um poema é um poema
Imagem:
Olhares


BALAIO PORRETA 1986
n° 2284
Rio, 13 de abril de 2008



POEMA
de
HILDEBERTO BARBOSA FILHO

[ in Pequena propedêutica litúrgica
ao sagrado corpo da mulher amada
.
João Pessoa, 2000 ]

é preciso cantar
o corpo da mulher amada
e seus cálidos cardumes
na lagoa do tempo
antes que seja tarde

é preciso louvar
o corpo da mulher amada
e seus finos equinócios
de rubra geografia
antes que seja tarde

é preciso moldar
o corpo da mulher amada
e suas vastas aquarelas
nos epitáfios da água
antes que seja tarde

é preciso regar
o corpo da mulher amada
e seus noturnos lerões
nas órbitas da carne
antes que seja tarde

é preciso podar
o corpo da mulher amada
e seus secretos novelos
na névoa do beijo
antes que seja tarde

é preciso amar
o corpo da mulher amada
e suas claras rêmoras
nas luas do orgasmo
antes que seja tarde

é preciso cantar
o corpo da mulher amada
e suas lácteas litanias
na hóstia do olhar
antes que seja tarde



Escrito por Valderi Queiroz às 08h03
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AMIGO DA ONÇA II

Vil Insulto.

Valderi Queiroz Xavier – 11/04/2008

 

Sem razão nenhuma,

Grita o Osmundo,

Sem entusiasmo – impiedoso imundo...

Fala, fala e não diz exatamente nada.

 

Um dia debaixo do teto do suposto amigo,

Comendo, bebendo e saboreando tudo,

Audacioso, perigoso, jocoso astuto...

Amparado, protegido, pretensioso maligno e convencido.

 

Que amigo, o da onça ou o traidor?

Aquele que rouba nosso tempo, sem piedade?

Sacana, safado – mal feitor e atrevido.

Incita o cão para morder, e prepara de pronto o curativo.

 

Que falta de sanidade, comer em minha mesa...

Fumar meu melhor charuto,

Corromper meus amigos – derrubar meu projeto.

Que usurpador, que vil insulto.

 

Tomara que o fluido de mau odor,

Não polua o ambiente,

Dos que em sã consciência cultua a Paz,

Venerando a serenidade e fortificando o AMOR.



Escrito por Valderi Queiroz às 15h02
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BRANCAS NUVENS...

Em brancas nuvens,

Surge teu rosto,

Oh! teu semblante oposto...

Que cai aos pés,

Levanta-se até a face,

Mas, a natureza é pura,

Que aos sons das harpas,

Econdes o rosto,

Em nuvens escuras...



Escrito por Valderi Queiroz às 10h54
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SERTANEJO, FORTE E POETA...

 Navegar

              Geraldo Anízio

 

Me ensine o caminho do rio

Onde eu posso aprender a pescar

Me mostre o brilho das estrelas

Qual delas eu devo alcançar

 

Me ensine a encontrar o amor

Que vive no fundo do mar

Mas antes revele o segredo

De eu saber como navegar

 

Eu quero abraçar o teu corpo

Pra dizer o quanto posso amar

Me mostre a luz dos teus olhos

Por qual janela eu posso entrar

 

Eu preciso viver esse amor

E poder sentir teu mergulhar

Eu só quero mostrar pra você

Que eu vivo só pra te amar.


Fonte: Geraldo Anízio



Escrito por Valderi Queiroz às 07h50
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MODERNIDADE - Emerson Linhares

POESIA

Poeminha de louvor ao "strip-tease" secular

 

Millôr Fernandes

 

Eu sou do tempo em que a mulher

Mostrar o tornozelo

Era um apelo!

Depois, já rapazinho, vi as primeiras pernas

De mulher

Sem saia;

Mas foi na praia!

 

A moda avança

A saia sobe mais

Mostra os joelhos

Infernais!

 

As fazendas

Com os anos

Se fazem mais leves

E surgem figurinhas

Em roupas transparentes

Pelas ruas:

Quase nuas.

E a mania do esporte

Trouxe o short.

O short amigo

Que trouxe consigo

O maiô de duas peças.

E logo, de audácia em audácia,

A natureza ganhando terreno

Sugeriu o biquíni,

O maiô de pequeno ficando mais pequeno

Não se sabendo mais

Até onde um corpo branco

Pode ficar moreno.

 

Deus,

A graça é imerecida,

Mas dai-me ainda

Uns aninhos de vida!

Fonte: Rapadura News



Escrito por Valderi Queiroz às 13h47
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PACIÊNCIA, PACIÊNCIA...

IMUNDOS

Valderi  Queiroz Xavier – 14/02/2008

 

 

Sacode a manha,

Dentro da entranha

De quem não quer nada...

Que vergonha...

 

Passa e repassa,

Nada acontece,

Tudo emudece

E o culpado... Desaparece...

 

Tudo entristece

Calado, sem ação,

Ele padece,

E não resta nem critica ou opinião.

 

Vai de tempo em trapo,

Quase inerte, mas querendo,

Sem ânimo ou escalpo...

Lutar e lutar mesmo morrendo.

 

Nada, somente o vazio escuro,

Estrada nenhuma atrás do muro,

Entristece soberbamente o pequeno lutador,

Apaga-se a chama, desaparece a luta

 

Restando sempre dor,

Pra quem sempre luta,

Tentando mudar o rumo,

Deste contestável mundo...

De amargos e cruéis homens...

Profanos, imensamente IMUNDOS.

 



Escrito por Valderi Queiroz às 10h13
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RAPADURA NEWS NO MUNDO DA POESIA

POESIA

Se tu viesses ver-me...

 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,

A essa hora dos mágicos cansaços,

Quando a noite de manso se avizinha,

E me prendesses toda nos teus braços...

 

Quando me lembra: esse sabor que tinha

A tua boca...o eco dos teus passos...

O teu riso de fonte...os teus abraços...

Os teus beijos...a tua mão na minha...

 

Se tu viesses quando, linda e louca,

Traça as linhas dulcíssimas dum beijo

E é de seda vermelha e canta e ri

 

E é como um cravo ao sol a minha boca...

Quando os olhos se me cerram de desejo...

E os meus braços se estendem para ti...

 

Florbela Espanca



Escrito por Valderi Queiroz às 09h25
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Arte pura

Valderi Queiroz Xavier – 10/02/2008

 

A unidade se partiu,

Em milhões de pedaços,

Abraço as farpas e fagulhas,

Surge um novo objeto.

 

Quem terá coragem de duvidar,

De tão grande arte,

Pois só uma coisa não se parte,

A unicidade de um poeta eufórico .

 

Quem sabe ao certo, por quanto...

Será feito o novo,

Pois não relutará,

O povo, em sua critica derradeira.

 

De veras verem o quanto e tanto,

O criador mostrará a criatura,

E teremos ao certo aparato

De ver renascer a arte pura.

 

Dedico esta poesia ao poeta Romário Gomes, pela beleza incomparável de sua arte.



Escrito por Valderi Queiroz às 14h46
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